TJ-MG absolve torcedores do Atlético-MG acusados de racismo: "ira justificável"

julho 28, 2022 0 Por Admin

TJ-MG absolve torcedores do Atlético-MG acusados de racismo: “ira justificável”

“Os acusados, a princípio, agiram revoltados em uma crescente e justificável medida”

Os irmãos Natan Siqueira Silva e Adierre Siqueira da Silva chamaram o segurança de “macaco” e “olha sua cor”

Categorias: Grandes clubes do Brasil

Por: Agência Futebol Interior, 28/07/2022

(Foto: Reprodução/Internet)

Belo Horizonte, MG, 28 (AFI) – O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, absolveu nesta quinta-feira (28), os irmãos Natan Siqueira Silva e Adierre Siqueira da Silva, após serem acusados de racismo, contra um segurança, em um clássico contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão de 2019, no Mineirão. Os irmãos teriam dito “olha sua cor” e “macaco”, porém os desembargadores assinaram na decisão como “ira justificavél”.

A vítima, o segurança Fábio Coutinho da Silva, alega que Adierre cuspiu em sua cara e foi xingado por diversos palavras de baixo calão e de cunho homofóbico: “filha da pu..” “viad.”. Já Natan, o teria chamado de “macaco” duas vezes. No momento em que realizava seu trabalho, contendo a torcida do Atlético-MG, evitando que invadisse a área reservada a torcedores do Cruzeiro e cabines de imprensas.

A advogada de defesa, alegou que o segurança, Fábio “”nem é negro, mas, no máximo, pardo”. E que na perícia realizada, as palavras proferidas por Natan foram “palhaço’, e não “macaco”. A defesa ainda diz que Adrierre não se refere à cor de Fábio, mas à sujeira que estava as mãos do segurança.

O desembargador Jayme Silvestre Corrêa Corrêa, disse que os irmãos agiram com ira justificável. Pois estavam tentando acessar um lugar seguro, porém foram impedidos pelo segurança.

“Os acusados, princípio, agiram revoltados em uma crescente e justificável medida, e é a pimenta sob o efeito de gás e temendo por sua física física, fato este que, alguma coisa, foi provocada pela própria vítima, que insiste em sua física impedir que eles, por evidente necessidade, se dirigissem até um ponto mais seguro do estádio” disse em despacho.

Os desembargadores Valéria Rodrigues Queiroz e Guilherme de Azeredo Passos seguirão o relator. O Ministério Público não recorreu da decisão.

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